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Inauguração da “La Pastera, museo del Che”

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A sexta-feira 20 de junho de 2008, dentro dos festejos do º80 aniversário do nascimento de Ernesto “Che” Guevara, a Associação Trabalhadores do Estado inaugurou “La Pastera, museo del Che” no idoso galpão do Parque Nacional Lanín onde o Comandante e seu amigo Alberto Granado estiveram hospedados na sua primeira viagem por América Latina.

A passada sexta-feira 20 de junho às 15 horas o salão de usos múltiplos do Parque Nacional Lanín em San Martín de los Andes estava repleto.

Após onze anos de dura luta chegava a hora de concretizar o desejado sonho. Aquele idoso galpão de madeira onde era guardada a forragem que deu abrigo aos dois motociclistas aventureiros e curiosos, tornava-se um Museu.

Esse ato de solidariedade de um trabalhador de Parques Nacionais, dom Pedro Olate, com Alberto Granado e Ernesto Guevara de la Serna tinha transcendido na memória daqueles jovens e no espírito dos trabalhadores que protegeram esse lugar desde que Ernesto tornou-se Che. Aquele jovem que pelas suas condições pessoais tinha se tornado um mito mundial, era o destinatário de um museu onde se refletia e transmitia a sua vida, a sua obra e o seu pensamento.

Tudo isso reinava no clima desse salão abarrotado, mais a expectativa dos dirigentes da ATE de todo o país, mais o orgulho dos guarda-parques, mais a ansiedade por ouvir ela, a Dra. Aleida Guevara March, filha de Aleida March (madrinha silenciosa do projeto) e do comandante Guevara.

Começaram os donos da casa, Salvador Vellido e Héctor Spina em representação do Parque Lanín e da Administração de Parques Nacionais e falaram da satisfação de contar com o museu na sua própria casa e do sentido de ser guarda-parques e, a partir desse momento, guarda-museus.

Continuaram os colegas da ATE: primeiro a Turca Soraya Abraham de San Martín de los Andes, emocionada até a medula. Após o secretário geral da ATE Neuquén, o cro. Ernesto Contreras e logo depois Julio Fuentes, adjunto nacional da ATE e alma mater do projeto. Quem lutou o prédio perante todo o mundo para torná-lo um museu em tempos nos quais se augurava o fim das ideologias. “Como disse um poeta argentino na infame década de 30: Quando todo estava perdido, apareceu a coisa popular para nos salvar. Pois bem, durante os anos 90 quando todo parecia perdido, o comandante Che Guevara com as suas idéias e a revolução com o seu exemplo apareceram para nos salvar”.

Depois foi o turno de Pablo Micheli, secretário geral da ATE e adjunto da CTA nacional, quem manifestou o orgulho de que esse museu fosse da ATE e da CTA.

Nora Cortiñas, mãe da Praça da Linha Fundadora, enfraqueceu a todos com a sua só presença, mas também disse que seus filhos, os detidos-desaparecidos, tinham vontade de se assemelhar ao Che. O licenciado Aramís Fuente Hernández, embaixador cubano na Argentina, deu aulas em bom cubano sobre o Che e Marti e felicitou ao povo de San Martín de los Andes por esse foro de transmissão do pensamento revolucionário.

Tudo perante a mirada emocionada dos mapuches, da militância jovem da ATE e da CTA Neuquén, dos colegas da UNE (União dos Neuquinos), dos vizinhos e de umas crianças que não deixavam de brincar.

Até chegou o turno de Aleida e na faixa que abrange seus olhos e seu nariz, a gente podia ver o Che. E podia pressenti-lo nas suas palavras, no seu pensamento e na sua firmeza. A firmeza de uma mulher que teve de despedir o seu pai, disfarçado de outro, quando só tinha 6 anos e não voltou a vê-lo.

Aleida lembrou aquilo que leu na porta de um banheiro na Universidade de Granada: “A revolução não é levada na boca para viver dela senão no coração para morrer por ela” e lembrou a estrofe de uma milonga que utilizou para o remate “Se eu morrer, não chore por mim. Faz aquilo que eu fazia e continuarei a viver em você” . Mas insistiu uma e outra vez que o exemplo do Che tinha que estar presente em cada momento da nossa vida: “no acionar cotidiano” .

Depois todos foram até o museu, virando a esquina. Aqueles da ATE e Carlos Chile (MTL) da mesa nacional da CTA descobriram o enorme cartaz. O embaixador, Norita e Aleida cortaram a fita de entrada rodeados de rapazes. Héctor Méndez, dirigente da ATE, e Darío Fuentes, aqueles que conduziram o projeto, percorreram o museu com os visitantes mostrando os painéis com a sua vida mais a mídia com todas as informações, o filme continuo com as suas imagens, a livraria com todos os sues textos e o anfiteatro para as atividades de verão.

No entanto as pessoas que esperavam fora no frio aqueciam-se com um chocolate quente e espiavam ansiosos pelas janelas de La Pastera.

Alguma coisa aconteceu essa tarde em San Martín de los Andes. Como uma prezada presença. E na história pessoal de cada um dos presentes com o “guerrilheiro heróico”, uma parte de tanta dívida começou a ser paga. Não só por esse dia inesquecível, mas também por cada um dos dias que o museu, o nosso museu, fique aberto irradiando ética, militância, espírito revolucionário, ideologia e, principalmente, entrega absoluta. O legado do Che.

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Aleida, la hija del Che, y Nora Cortiñas Salón del Parque Nacional Lanín donde se hizo el acto inaugural Salvador Vellido, intendente del Parque Nacional Lanín Nora Cortiñas, madre de Plaza de Mayo Aramís Fuente Hernández, embajador de Cuba en Argentina Héctor Espina, presidente de Parques Nacionales Soraya Abraham, secretaria general ATE San Martín de los Andes Ernesto Contreras, secretario general de ATE Neuquén Julio Fuentes, secretario general adjunto de ATE Nacional Pablo Micheli, secretario general de ATE Nacional Aleida Guevara March, hija del Che Descubrimiento del Cartel principal Corte de cintas Julio Fuentes, Héctor Mendez y la hija del Che inauguran el museo El día de la inauguración La sala principal colmada de visitantes El embajador cubano en la recorrida inaugural Aleida Guevara March y Darío Fuentes en la recorrida inaugural Un paseo cultural para toda la familia El álbum familiar El titular de ATE Neuquén en la primera recorrida. Aleida inaugura el libro de visitas Carlos Chile (CTA), el embajador cubano, Julio Fuentes y Nora (...) La hija del Che y Héctor Méndez.
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